Fui ao cinema. Adoro! É das coisas que me dá mais prazer por lazer é ver filmes. Também gosto de séries, mas sou muito, mas mesmo muito seletiva com elas porque me viciam e não gosto de me sentir “agarrada”. A única que sigo fielmente neste momento é a magnífica “Guerra dos Tronos”, embora lhe tenha criado muita resistência no início. Decidi espreitar e pronto, fui corrompida! 

Ir ao cinema é um luxo. É caro. Rouba-nos tempo. Claro que este tipo de questões dependem sempre muito do ponto de vista e das nossas prioridades na vida. Pode ser visto como um investimento em nós próprios, nos nossos momentos de lazer e nos benefícios que estes nos trazem e, naturalmente, fazer uma coisa de que gostamos muito é sempre um ótimo investimento. 

Para contornar um pouco estas questões tenho o hábito, já antigo e delicioso, de alugar filmes na biblioteca municipal e vejo-os no, já velhinho, DVD. É uma ótima opção e, por vezes, encontro verdadeiras pérolas do cinema abandonadas naquelas prateleiras, vale muito a pena procurar, vasculhar e decidir trazer. 

Ainda assim, há algumas obras que não posso deixar de ver no cinema. Normalmente escolho os filmes que têm maior impacto do ponto de vista da imagem e dos efeitos especiais. Também tenho que me identificar com a história e sentir que toda a experiência vai ser agregadora. Compro pipocas. Mais uns trocos. É todo um ritual! 

Mas bom, vamos ao filme que nos trouxe aqui: Dumbo. 

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De um modo geral, os desenhos animados, os clássicos da Disney, permanecem no meu imaginário como obras que representam felicidade e bem-estar, por isso não perco as novas adaptações para filmes! Todos eles trazem consigo uma mensagem e decerto ela não é, hoje, a mesma que recordávamos da nossa infância. Este filme não desiludiu, antes pelo contrário. Não sendo crítica de cinema nem nada que se pareça, a minha humilde opinião diz que a representação está muito bem conseguida. O elenco é muito bom, a imagem é de qualidade e a história é fiel à original. Tim Burton no seu melhor! 

Então, o que consegui aprender com o Dumbo, acrescendo todas as minhas vivências e experiências (porque sim, elas influenciam largamente a nossa interpretação), foi: 

1. Rodearmo-nos das pessoas certas faz a diferença

Dumbo nasceu com uma condição única e foi, desde muito cedo, desprezado por algumas pessoas que não estavam dispostas a aceitar a sua diferença. No entanto, houve duas pessoas muito queridas que viram o seu potencial e incentivaram-no a usar a sua particularidade a seu favor. Ajudaram-no e mostraram-lhe o quanto ele era especial, acreditaram sempre nas suas capacidades e fizeram-no ganhar confiança em si próprio, de forma a conseguir ver o quanto era valioso.

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2. Não precisamos de truques, apenas auto-confiança

3. Confiança leva à autonomia

Inicialmente Dumbo acredita que precisa de um amuleto para poder atingir o seu máximo potencial, no entanto, quando se vê numa situação crítica, com a ajuda dos seus amigos, percebe que, se acreditar nele próprio, conseguirá fazer o mesmo sem recurso a qualquer apoio material. Enche-se de confiança, enfrenta os seus medos e percebe, finalmente, que é capaz. O único que o travava era ele próprio! 

Milly, a grande amiga de Dumbo, deposita toda a sua confiança no elefante e, para o ajudar a ultrapassar os seus medos, também ela deita fora o seu amuleto. Por mais que este represente a ligação emocional que tem à sua falecida mãe, o que importa realmente é a mensagem que ela lhe transmitiu e que ficará sempre gravada no seu coração. Neste momento, também Milly se mostra corajosa e percebe que apenas precisa de acreditar, não de amuletos. Acredita em Dumbo e Dumbo acredita em si próprio e ambos rumam de encontro aos seus finais felizes.    

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4. Os valores falam sempre mais alto

5. Juntos somos mais fortes

A companhia de circo onde Dumbo se encontra passa por uma crise financeira. O proprietário decide aliar-se a um grande investidor que acaba por dar o dito por não dito e, sem pinga de humanidade, despede todos os trabalhadores. Sentindo-se traídos, todos percebem, finamente, com quem estão a lidar e focam-se na situação do elefante bebé. Dumbo nunca será feliz aqui e nunca se conseguirá reunir com a sua mãe. Todos decidem ajudar e unem-se na difícil missão de salvar o par de elefantes, porque têm que fazer a coisa certa. O amor e a família vencem!  

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6. Não há nada mais forte do que o amor pela família

Neste filme temos várias demonstrações de amor familiar e, no fundo, é este o motor que permite o desenvolvimento de toda a ação:

  • Dumbo só voa porque acredita que isso o vai fazer juntar-se à sua mãe;
  • É para se juntar à sua mãe que Dumbo ultrapassa os seus medos e passa a acreditar que é, de facto, um elefante voador;
  • É o amor que permite que Milly e Joe aceitem um pai diferente depois da guerra;
  • É o sentido de família, amor e justiça que faz com que todos os elementos do circo se unam para fazer a coisa certa por Dumbo.
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7. No fim tudo fica bem, se ainda não está bem é porque ainda não chegou ao fim

8. O que não nos mata torna-nos mais fortes

Várias são as peripécias que vão acontecendo ao longo da história e, quando se acredita que tudo vai ficar bem, outra reviravolta, outro ser maléfico que atrapalha a felicidade alheia, outra situação crítica para desacreditar tudo e todos. Mas há que continuar, porque se ainda não está tudo bem, vai ficar! Dumbo vai crescendo e enfrentando até conseguir atingir o seu objectivo e, um dia, a felicidade chega por fim.  

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9. As nossas maiores falhas podem tornar-se nas nossas maiores conquistas

10. Quando finalmente nos aceitamos todos nos aceitam e admiram

É curioso como, da primeira vez que Dumbo é exposto ao público, todos troçam dele e, inclusivamente, os da sua espécie também o rejeitam. Confesso que esta questão me chocou um pouco, no entanto sabemos que, por vezes, acontece no meio animal e, muito mais, entre humanos! De qualquer das formas, com o desenrolar da história, Dumbo acaba por aceitar-se e, ao fazê-lo, todos os fazem. A sua nova tribo admira-o pela sua especialidade e pelo orgulho com que a exibe, é inspirador!  

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Se já viram o filme, espero que tenham encontrado todas estas mensagens, que não são mais do que metáforas da vida real. Tenho a certeza que muitos de vocês se identificaram com o bebé Dumbo. Se não viram, vão ver, é muito bom! Podem fazê-lo sozinhos, com os filhotes, com amigos ou outros familiares, vale tudo, seja como for, vão gostar! 

Passem por aqui e partilhem a vossa experiência, a vossa opinião, vou gostar de saber! 

—– Artigo originalmente publicado no Linkedin. —–

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