Se quer vir a ser formador mas acha que é uma profissão muito desafiante acertou em cheio. Pode, inclusivamente, encontrar aqui alguns dos maiores desafios de ser formador, mas não desanime, os ganhos são, certamente, muito maiores e mais gratificantes. Avance!

Já sabe que para ser formador tem que fazer uma formação – a Formação de Formadores – e um dos momentos avaliativos desta formação é a chamada “autoscopia”. O nome é dramático e a maior parte das pessoas tem muito medo dela, mas não passa de uma simulação de uma ação de formação. Ora, é para vir a ser formador que lá está, certo? É isso que quer vir a fazer no seu dia-a-dia correto? Então vamos lá, sem medos!

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Tenho umas dicas para partilhar consigo que está agora a fazer a Formação de Formadores ou a pensar aventurar-se nessa empreitada. No seu curso vai ter que fazer duas autoscopias. Uma numa fase inicial da formação e outra na fase final da formação. A ideia é analisar a primeira e registar aspetos a melhorar e, no fim, comparar as duas e verificar a evolução entre a primeira e a segunda e apontar outros detalhes que ainda possam ser ajustados. Para que possa passar por este processo de forma mais leve e descontraída lembre-se das máximas que apontarei de seguida:

 1. Está ali para aprender

Em qualquer processo de aprendizagem tem que passar pela fase inicial em que há algum desconforto. Tudo é novo e diferente. É normal. Lembre-se que todos os seus colegas estão mais ou menos no mesmo patamar que você, todos, por mais confiantes que possam parecer, têm as suas inseguranças e não faça comparações! Dê o seu melhor com base no que está a aprender e acredite que vai melhorar com a prática.

 2. Seja inteligente na escolha dos temas

Acho, cada vez mais, que as escolhas que fazemos devem ser conscientes, de modo a simplificar-nos a vida e não o contrário. Para a primeira autoscopia escolha um tema com o qual se identifique mas simples, prático, objetivo, universal e da atualidade. Isto vai permitir envolver o seu público e mantê-lo interessado, o que, por sua vez, o vai ajudar a relaxar e a desenvolver um trabalho de maior qualidade. Além disso vai ter espaço para crescer e evoluir mais entre a primeira e a segunda avaliação. Nesta pode arriscar mais e avançar com um tema mais técnico, eventualmente da sua área de trabalho com o qual também se identifique e que domine. Se puder acrescentar valor real ao seu público vai ter um feedback muito mais positivo e ganhar a confiança necessária para continuar.  

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3.     Arrisque mas com cautela

No que diz respeito às estratégias e métodos que vai usar para fazer as suas apresentações, deve sempre inovar e destacar-se por fazer diferente, mas pense como poderá criar um maior impacto entre a primeira e a segunda apresentação. Ou seja, a avaliação deve ser encarada como um todo, porque se pensar em cada autoscopia de forma individual pode estar a “arranjar lenha para se queimar”. Claro que não precisa baixar as expectativas do seu trabalho, apenas doseá-lo bem. Imagine qua a primeira apresentação é tão “UAU” que, por mais que faça, não consegue manter o nível na segunda…está a ver a ideia? 

 4.     Treine bastante

A preparação é o truque para o sucesso de qualquer atividade. Treine. Treine muito. Treine em frente ao espelho. Treine para uma plateia constituída pelo seu marido/ esposa/ filhos/ pais/ amigos/ gato/ periquito, mas treine. Treine quando estiver farto de treinar. Treine quando achar que está mais do que preparado. Treine.  

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5.     Faça de conta

Se estiver mais ansioso faça de conta que se trata de uma simples apresentação como aquelas que fazíamos na escola, porque é mesmo! Se era daqueles que já na altura ficava stressado, então trabalhe o seu diálogo interior, medite um pouco e respire. Atente a todas estas dicas e vá em frente! Enfrente!

6.     Divirta-se

Na vida há momentos em que nos focamos demasiado nas dificuldades e nos esquecemos de desfrutar do processo. O que acontece nestes casos é que o tempo passa a correr e o momento nada mais é do que um flash na nossa cabeça. Por vezes, nem conseguimos recordar como tudo aconteceu. E aconteceu. E nem damos por isso. Desfrute desta experiência, de cada instante e envolva-se, divirta-se! 

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7.     Aceite as críticas de forma construtiva

A ideia é mesmo aprender. Está numa formação e é para isso que lá está. Errar faz parte de qualquer processo de aprendizagem, aliás, é o erro que nos permite avançar, por isso encare esta experiência de forma positiva, vá ajustando a sua atuação e melhore a cada passo. Lembre-se que deve sempre ouvir o seu público e perceber como se poderá ajustar de modo a ir mais ao encontro do que este pretende. Isto é válido se o seu público são os seus formandos ou sãos os seus formadores!

Espero que estas dicas tenham sido úteis e que se sinta mais confiante. Vai ver que só custa começar! 😉

 E você que já é formador, tem mais alguma sugestão para acrescentar?

Conte-me tudo, vou gostar de saber!

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