Mais uma semana a estudar, ouvir, perguntar, discutir sobre o tema e continuo com a certeza que ninguém sabe o que fazer para solucionar o estado catastrófico em que o Turismo está, dada a situação atual de pandemia. Não há soluções que nos permitam ultrapassar esta fase inédita que vivemos. São dadas algumas sugestões para o Turismo do futuro próximo, algumas tendências a ter em consideração, que, não sendo novidade, reforçam ideias naturais do que está por vir, mas, é preciso ter a clareza que estas situações aplicam-se a um pós-Covid.

É verdade que podemos (e devemos) usar este momento para refletir, estudar e preparar, mas isso de nada nos vale se chegarmos ao próximo ano e não tivermos empresas para voltar a trabalhar, por não terem conseguido resistir a tanto tempo sem faturar. É preciso perceber como vamos lidar com a situação atual agora, porque não, não vai durar 15 dias ou um mês!

Já o afirmei e volto a reforçar: não tenho dúvidas de que não só o Turismo se vai reerguer, como será, mais uma vez, o motor determinante para alavancar a economia. No entanto, a situação sanitária que vivemos vai prolongar-se no tempo, muito mais do que se pensava e alguns teimam em não ver. O Turismo está estagnado, completamente inerte e impotente face aos acontecimentos. Não por querer, mas porque, por uma questão de segurança, não pode agir. É feito de pessoas e as pessoas têm de parar agora e durante vários meses.

Os apoios do estado têm constituído uma resposta, mas que não são suficientes ou, pelo menos, adaptados à realidade e ao verdadeiro impacto da situação. Foram disponibilizadas ajudas que não vão chegar a todos e, seja como for, na sua maioria, constituem um endividamento por parte das empresas. Não há liquidez! Se estivéssemos perante uma situação relativamente rápida, estas soluções seriam exequíveis, mas, acordemos para a realidade, isto vai demorar o bastante para que, quando for possível recomeçar, as empresas que resistirem, iniciem já com a corda ao pescoço! E sabem que mais? Muitos nem têm esta noção. É preciso adaptar as medidas ao tecido empresarial português, que tem muitas dificuldades em perceber os processos, os procedimentos e onde se está, realmente, a meter! É preciso desburocratizar, ajudar verdadeiramente e clarificar, de modo a que os empresários possam tomar a melhor decisão neste momento de dor e sacrifício, porque, para pessoas que estarão psicologicamente devastadas, acrescentar-lhes esta carga, que se vai arrastar pelos anos subsequentes, além do peso da responsabilidade de alavancar uma economia que estará na lama, é demais!

Na minha opinião, a solução neste momento (e que não se aplica só ao Turismo, mas a todo o mundo, sejam empresas ou individuais) seria muito simples: imprimir dinheiro à descrição, distribuí-lo pela população e “passar por cima” da crise-Covid. Desta forma, todos poderíamos resistir e recomeçar, quando possível, de onde parámos. É uma solução utópica, idealista e romanceada, eu sei! Mas será assim tão descabido?

Confesso que os meus parcos conhecimentos sobre economia não me permitem avaliar os impactos de uma medida como estas, mas, sinceramente, “para grandes males, grandes remédios”! Trata-se de uma situação perfeitamente excecional e penso que a medida beneficiaria todo o mundo, mas talvez não…

 

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