Os Recursos Humanos do Turismo são cada vez mais habilitados em Portugal. A oferta formativa tem vindo a aumentar e a diversificar-se, embora ainda haja um caminho a percorrer neste sentido. Há, no entanto, um maior foco na qualificação e aperfeiçoamento destes profissionais, o que é determinante para melhorar a qualidade dos serviços e manter o posicionamento da marca Portugal, enquanto Melhor Destino Turístico do Mundo.

As pessoas apostam, então, no Turismo, na sua formação e em si próprios porque querem passar a vida a concretizar sonhos. Hoje dou-vos a conhecer uma dessas pessoas. Ela é a Gisela Silva, estudante de um Curso Técnico Superior Profissional de Gestão de Turismo, uma mulher forte e empenhada, que se apaixonou por esta área desde muito cedo.  

Fui saber um pouco mais sobre estas funções, este estudante e o seu percurso:

CR – O mundo do Turismo não é uma novidade para ti. Conta-nos um pouco sobre o teu percurso nos últimos anos.

GS – Comecei o meu percurso em Turismo através de um curso profissional, no ensino secundário, de Receção Hoteleira. Aí, tive a oportunidade de fazer dois estágios em hotéis de 4 estrelas. Neste contexto, fui convidada a trabalhar na empresa onde realizei o segundo estágio, mantendo-me nela durante um ano e meio. Após este período, ingressei num Curso Técnico Superior Profissional de Gestão de Turismo, estando, neste momento, a finalizá-lo.

CR – O que te levou a parar de trabalhar e voltar a estudar?

GS – A maior motivação para sair de um contexto laboral e iniciar-me num contexto académico, foi a perspetiva de evolução na carreira profissional, a fim de adquirir mais competências. Tendo a oportunidade de optar por apenas uma das realidades, decidi aproveitar o apoio familiar que tenho, focar-me nos estudos e dar o meu melhor.    

CR – Explica-nos como se desenvolveu o processo de escolha deste curso de Gestão de Turismo.

GS – A escolha deste curso surge da necessidade que sentia de ter um conhecimento mais abrangente deste setor em constante evolução e de apostar na minha formação para chegar mais longe.

CR – Porque é que optaste por um Curso Técnico Superior Profissional, em vez de seguires diretamente para uma licenciatura?

GS – Escolhi um curso técnico superior profissional em vez de uma licenciatura, porque me permite alargar os meus horizontes e adquirir mais conhecimentos de uma forma mais prática e num curto espaço de tempo. Após esta introdução, terei um maior discernimento para decidir uma área de especialização para licenciatura.

CR – Como avalias as tuas experiências no mercado de trabalho?

GS – As minhas experiências no mercado de trabalho, no seu geral, foram muito positivas, tanto a nível profissional como a nível pessoal. Foi através delas que entendi um pouco como o mercado de trabalho funciona e como lidar com o público. Os principais desafios foram a gestão de conflitos, ultrapassados naturalmente com a humildade de pedir ajuda sempre que necessário, mas sempre com a intenção de assimilar o modo de resolução para posterior aplicação.

CR – Algumas pessoas escolhem a sua área de estudo e trabalho sem saberem do que se trata. Dada a tua experiência profissional, não é o teu caso, pelo que sabes bem que é isto que queres. O que te apaixona nesta área?

GS – O que torna esta área cativante são as pessoas e os constantes desafios a serem ultrapassados. É a oportunidade de desenvolver competências pessoais e profissionais, de constante adaptação e evolução.

CR – Quais as tuas perspetivas de futuro a nível profissional?

GS – Tenho como objetivo adquirir capacidades e aptidões humanas e profissionais, de modo a alcançar um cargo de chefia ou até mesmo de topo numa empresa hoteleira de excelência. Deste modo, a experiência e especialização vão ser elementos cruciais no meu crescimento profissional.

CR – Quais os maiores desafios de estudar Turismo e como lidas com eles?

GS – Os maiores desafios iniciam-se, desde logo, na oferta formativa, que ainda é pouco alargada, no que diz respeito a opções de especialização. Resolve-se optando pelo que o mercado nos oferece, de forma mais genérica. Posteriormente, já no mercado de trabalho, vamo-nos direcionando, apostando em formações específicas menos formais, ou, eventualmente, procurando outras opções no estrangeiro.  

CR – Quais as tuas referências na tua área de estudo/ trabalho?

GS – Levo como motivação e inspiração, profissionais que me acompanharam ao longo deste percurso. Falo de pessoas como a Cláudia Gomes, assistente de direção, pela sua assertividade e postura de liderança, assim como a professora Cátia Rodrigues, que me acompanhou em diferentes estágios académicos, pela sua crença num turismo humanizado e na sua fé no futuro do turismo.

CR – Se pudesses mudar algo no ensino do Turismo o que mudarias e porquê?

GS – Seria mesmo a questão que mencionei anteriormente, da diversidade de oportunidades de especialização. Por outro lado, seria útil ver a academia a tornar-se um pouco mais prática, com planos de estudo mais direcionados para as necessidades reais do mercado.

Muito obrigada, Gisela, pela tua colaboração nesta entrevista e pela dedicação diária aos teus estudos. És gloriosa!

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