Já nem me lembro de não ser formadora. Comecei muito cedo nesta profissão extenuante, mas bonita, onde acontece a magia de aprender enquanto se ensina. Fantástico, não lhe parece?

Se pretende vir a ser formador(a), mas não sabe o que precisa fazer para se tornar num(a), aqui ficam algumas informações que deve saber:

1.Precisa ter o Certificado de Competências Pedagógicas (CCP) de Formador

O CCP é um documento que comprova que uma pessoa possui as competências pedagógicas necessárias para exercer a profissão de formador, no entanto há alguns casos em que este documento não é necessário, nomeadamente:

  • Pessoas que possuam uma qualificação académica e/ou profissional muito específica e que não esteja disponível no mercado e/ou que seja pouco frequente;
  • Pessoas que tenham uma intervenção pontual e/ou de curta duração;
  • Pessoas que, de acordo com a lei, estejam isentos da posse do CCP.

Este documento corresponde ao antigo Certificado de Aptidão Profissional (CAP) de Formador. Com a chegada do CCP não houve necessidade de substituir o CAP, pelo que ambos são válidos na atualidade. Existem três formas de obter o CCP:

  • Através da formação: realização de um curso de formação pedagógica inicial de formadoresregistado no Portal Netforce e com autorização de funcionamento dada pelo IEFP;
  • Via da experiência:conclusão de um processo de reconhecimento, validação e certificação de competências pedagógicas;
  • Pelo reconhecimento de títulos: ser detentor de um diploma ou certificado de habilitações, cujo plano curricular integre disciplinas pedagógicas, ou do domínio da formação profissional, que possam ser consideradas equivalentes aos conteúdos previstos no Referencial Básico de Competências (cf. Portaria n.º 214/2011, de 30 de maio).
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2. Deverá ter uma qualificação de nível superior

Um formador nunca pode ministrar uma formação que atribua um grau igual ou superior ao dele. Idealmente, deverá ter estudado ao nível superior para poder formar outras pessoas naquela área, no entanto, caso se tratem de áreas muito práticas, o formador pode ter uma qualificação igual à do nível de saída dos formandos, desde que tenha experiência profissional de, no mínimo, cinco anos.

Por outro lado, também está abrangida pelo IEFP (ou entidade que este designe), o exercício da função de formador quando este, embora não detenha uma qualificação igual ou superior à do nível de qualificação em que se enquadra a ação de formação, possua competências profissionais muito particulares, não disponíveis e/ou pouco frequentes.

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3. A experiência prática é fundamental

Quando se ministra uma ação de formação para uma profissão em específico, os formandos devem ter uma noção clara de como aplicar os conhecimentos na prática. Se o formador não tiver experiência profissional, a transmissão da mensagem pode tornar-se superficial. Não digo que seja obrigatório possuir experiência prática, mas ela permitirá criar uma relação muito mais próxima com os formandos e transmitir a mensagem de forma muito mais realista, já que vai conseguir dar exemplos, contar histórias, partilhar experiências e assim enriquecer as suas ações.

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4. Tem que ter um espírito altruísta

É verdade que se ganha muito (do ponto de vista humano, emocional e mesmo dos conhecimentos teórico-práticos) ao dar formação, mas o seu foco deve ser no “dar” e não no “receber”. Está a partilhar informação adquirida ao longo de anos de estudo e trabalho para formar potenciais concorrentes. Está preparado para isso? O espírito de partilha implica amar a sua área de atuação ao ponto de querer muito partilhar tudo o que sabe com outras pessoas, fazer com que elas sejam as melhores e estar disponível para ajudá-las a subir os degraus de um caminho profissional. É mesmo isto que quer? Se sim, avance, será um excelente formador!

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Mas quem é o formador afinal?

De acordo com o Decreto Regulamentar nº 66/94, de 19 Novembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto Regulamentar nº 26/97, de 18 de Junho,

“… entende-se por formador o profissional que, na realização de uma acção de formação, estabelece uma relação pedagógica com os formandos, favorecendo a aquisição de conhecimentos e competências, bem como o desenvolvimento de atitudes e formas de comportamento, adequados ao desempenho profissional.”

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Ficou com vontade de ser formador?

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—– Artigo originalmente publicado no Linkedin. —–

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