O Aqueduto das Águas Livres, em Lisboa, demorou quase 20 anos a ser construído?

Trata-se de uma obra verdadeiramente monumental, mas a demora na sua construção deveu-se mais à falta de eficiência dos seus mestres do que propriamente ao seu tamanho.

No século XVIII, a falta de água potável era um dos grandes problemas de Lisboa. Cláudio Gorgel do Amaral, à época Procurador da cidade, estabeleceu taxas sobre uma série de produtos. O objetivo era conseguir financiamento para um aqueduto, que permitiria fornecer água de qualidade à população. D. João V, rei do país nestes anos, autorizou a construção em 1731, tendo-se concluído a obra apenas em 1748. Alguns acrescentos e manutenções continuaram a ser feitos até, pelo menos, 1799.

A água vinha das nascentes das Águas Livres, integradas na bacia hidrográfica da serra de Sintra, na zona de Belas, a noroeste de Lisboa.

O sistema é composto por um troço principal, de 14 km de extensão, com início na Mãe de Água Velha, em Belas, e final no reservatório da Mãe de Água das Amoreiras, em Lisboa; vários troços secundários destinados a transportar a água de cerca de 60 nascentes; e cinco galerias para abastecimento de cerca de 30 chafarizes da capital. Funcionou até meados de 1960, quando a água canalizada começou a invadir a cidade.

O Aqueduto das Águas Livres resistiu intocável ao terramoto de 1755. Foi classificado como Monumento Nacional em 1910 e é considerado uma obra notável da engenharia hidráulica.   

Por questões de segurança, os caminhos pedonais encontram-se fechados, mas fazem-se, sob marcação, visitas guiadas muito interessantes e panorâmicas.  

Fonte da imagem: https://bit.ly/3n8kx40

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