Portugal está repleto de ouro?

Falo de uma técnica de esculturar madeira e revesti-la com uma película de ouro: a Talha Dourada.

O resultado é magnificamente belo e pode ser encontrado nos altares e retábulos da maioria das igrejas barrocas, construídas entre os séculos XVII e XVIII, em Portugal, além de diversos apontamentos maiores ou mais simples em palácios, edifícios públicos e muitos outros monumentos.

Numa época em que Portugal era o país mais rico da Europa e um dos mais poderosos do mundo, a talha dourada expandiu-se com muito fulgor e graciosidade, com as madeiras e o ouro vindo, essencialmente, do Brasil.

Apesar do seu esplendor e do ar de ostentação que transmite, os trabalhos a talha dourada eram relativamente baratos e simples de implementar, embora houvesse a necessidade de ter equipas de vários artesãos a trabalhar os materiais, sempre com a orientação de um mestre.

Com o neoclassicismo (moderação, equilíbrio e idealismo) do século XVIII, a talha dourada perde o seu entusiasmo e deixa de se produzir cada vez mais, até se dar a extinção da sua produção.

Ficaram as belas obras deste tempo e que ainda hoje podem ser visitadas por esse país fora.

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