Aristides de Sousa Mendes foi um português que salvou muitas vidas na Segunda Guerra Mundial?

Não há consenso relativamente ao número de pessoas que salvou, mas terão sido muitas, já que os relatos indicam que passou vistos de entrada em Portugal durante três dias e três noites, não tendo sido, no entanto, estes dias/ noites momentos únicos.

Este senhor, oriundo de Viseu, era cônsul de Portugal em Bordéus no ano da invasão de França pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial.

Conhecido por quebrar regras e protocolos, não pensou duas vezes quando teve a oportunidade de ajudar os refugiados da guerra, entre eles vários judeus alemães, austríacos, franceses, britânicos, americanos e de outras nações.

Foi contra as ordens diretas de António de Oliveira Salazar e seguiu o seu instinto protetor. Fez o que estava ao seu alcance e salvou vidas humanas da morte certa.

Apesar da sua atitude altruísta, esta ação poderia ter tido repercussões desastrosas para Portugal no contexto de guerra, pois sempre se absteve de tomar partidos, poupando o povo a uma catástrofe bélica, posição que Aristides pôs em causa.

Salazar teve conhecimento do que se passou e levantou um processo disciplinar. Suspendeu as funções do cônsul durante um ano, após o qual teria que se aposentar e manteve metade do seu vencimento. Após este ano, Aristides não mais exerceu, mas voltou a receber o seu vencimento por inteiro.

Aristides de Sousa Mendes tentou provar, por diversas vias, a sua inocência e implorou a Salazar misericórdia, já que sempre viveu com muitas dificuldades e encontrava-se, agora, na miséria. Sem sucesso, é na miséria que parte deste mundo.

Após a sua morte, são várias e consecutivas as homenagens nacionais e internacionais que lhe fazem, no sentido de “limpar” o seu nome e recompensar, de alguma forma, a sua família pela falta de reconhecimento da época.

Fonte da imagem: encurtador.com.br/uxMS3

 

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