As fronteiras de Portugal são as mais antigas da Europa?

Desde tempos longínquos que a Península Ibérica é disputada entre Espanhóis e Portugueses. É com a conquista do nosso primeiro rei, D. Afonso Henriques, sobre D.ª Teresa de Leão, sua mãe, que Portugal se assume como independente, após a conhecida Batalha de São Mamede, em 1128. Ainda assim, só em 1143 é que Leão e Castela reconheceram a independência portuguesa, através do tratado de Zamora. Foi outorgada por bula pontifícia Manifestis Probatum apenas em 1179.

D. Afonso Henriques foi conquistando as terras aos mouros e alargando o seu território. Em 1211, D. Afonso II, filho do primeiro rei, reúne, pela primeira vez, as cortes, com elementos do clero e da nobreza, em Coimbra.

Em 1249, já com D. Afonso III de Portugal, acrescentam-se as terras algarvias ao espaço de Portugal. Em 1297, com D. Dinis a governar Portugal, assina-se o tratado de Alcanizes, que, além de delimitar as fronteiras definitivas entre Portugal e Espanha, permite que os dois países vivam, finalmente, em paz.   

Claro que esta paz não durou para sempre. As guerras entre Portugal e Espanha estavam, nesta época, ainda longe de terminar, mas, pelo menos, era certa qual a área de cada país. Há cerca de quatro territórios sobre os quais não se chegou a um consenso, mas cuja gestão os países têm levado de forma pacífica.

No século XV descobrem-se e acrescentam-se as ilhas da Madeira e dos Açores ao território de Portugal, além de muitos outros, claro, mas que acabaram por se perder ao longo do tempo.

A nossa história é feita de avanços e recuos, mas a verdade é que foi no século XIII que as fronteiras do que conhecemos como Portugal foram estabilizadas e assim se mantiveram até hoje, ou seja, falamos de mais de 700 anos!

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