António de Oliveira Salazar é uma das personalidades mais populares da história de Portugal?

É verdade! Em 2007, a RTP (Rádio e Televisão de Portugal) questionou os portugueses acerca do “maior português de todos os tempos” e Salazar foi o legítimo vencedor, com cerca de 160.000 votos, correspondentes a uma percentagem de 41% das votações. Claro que a situação foi muito discutida na altura, já que Salazar foi um ditador e, além disso, a amostra utilizada não se pode considerar representativa, dado que não chegou a 2% da população portuguesa. Ainda assim, é indiscutível que a maioria o conhece e sabe atribuir-lhe alguns dos seus grandes feitos (para o bem e para o mal).  

Era natural do Vimieiro, uma freguesia pertencente ao concelho de Santa Comba Dão e ao distrito de Viseu. As suas origens eram muito humildes e os seus valores, muito marcados, sempre foram baseados no essencialismo.

Em 1926 torna-se ministro das finanças, mas durante um curto espaço de tempo. Em 1928 volta ao seu cargo inicial e aí permanece durante quatro anos. Independentemente da forma como o fez, Salazar conseguiu equilibrar as contas do país e, ainda, encher os cofres do estado. Entre 1932 e 1968 governou Portugal.

Salazar era, também, professor catedrático de Economia política, Ciência das Finanças e Economia Social na Universidade de Coimbra e, em 1940, a Universidade de Oxford atribuiu-lhe o grau de Doutor honoris causa.

Os portugueses sempre lhe foram gratos por não se ter envolvido na Segunda Guerra Mundial, mas jamais lhe perdoarão as injustiças cometidas, decorrentes da ditadura que impôs no país e que tanta regressão causou. A guerra colonial foi outra das piores decisões de Salazar, que os portugueses nunca esquecerão, por tamanha miséria e morte que causaram ao país, para no final, acabar por perder as colónias da pior forma e sob um ambiente hostil e de rancor.

Salazar nunca se casou e sempre se esforçou por transmitir uma imagem de dedicação total à nação, no entanto, sabe-se que teve várias paixões por mulheres atraentes e interessantes.

Em Agosto de 1968 Salazar tem um acidente, sobre o qual não há concordância. Sabe-se que teve uma queda e bateu fortemente com a cabeça no chão, no entanto aparentava bem e nem visitou o médico. Uns dias mais tarde, queixa-se e é internado no Hospital de São José. Os médicos também não conseguiram atribuir um diagnóstico claro. Seria algo de carácter neurológico. Foi operado e recuperou significativamente. Logo no mês seguinte, Salazar é destituído do seu cargo por Américo Tomás, à época Presidente da República, sendo substituído por Marcelo Caetano. Estas movimentações nunca foram do conhecimento de Salazar, tendo falecido em 1970 a acreditar que ainda era Chefe do Governo. Jamais poderia ter sido de outra forma!

Independentemente de tudo, António de Oliveira Salazar foi uma personalidade interessante e sobre a qual muito já se escreveu e interpretou, pelo que será agradável investigar mais um pouco sobre a sua vida e obra e apurar conclusões próprias.

Algumas frases icónicas do ex-governador:

“É necessária a política no governo das nações, mas fazer política não é governar.”

“Continuo a declarar que não se pode simultaneamente lisonjear a multidão e governá-la.”

“Ceder é perder. Formula-se uma política e há que executá-la rapidamente. Só é possível ceder a ter flexibilidade depois da política estar vitoriosa. Antes disso, é perder por completo.”

“Os homens mudam pouco e então os portugueses quase nada.”

“A gratidão pertence à História, não à política.”

“Pode-se fazer política com o coração, mas só se pode governar com a cabeça.”

“Confunde-se em Portugal tantas vezes a justiça com a violência que é vulgar não haver reações contra o crime e haver reações contra a pena.”

Fonte da Foto: https://bit.ly/2RCLTkS

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