Há uma lenda portuguesa que diz que D. Sebastião, rei de Portugal, regressará num dia de nevoeiro?

Embora só tenha assumido a regência em 1568, aos 14 anos de idade, D. Sebastião foi rei de Portugal entre 1557 e 1578.

D. Sebastião ansiava por aventura, pelo que decidiu preparar uma jornada a África, a fim de defender as praças portuguesas em Marrocos. Mais do que isso, rumou a Alcácer-Quibir e participou da batalha.

Há quem o considere um herói porque cumpriu a sua obrigação de defensor do reino de Portugal. Outros consideram-no um jovem inconsequente, já que não tinha experiência militar e política e, pior, não deixou descendência, logo, a possibilidade da sua morte colocaria em causa a independência do país.

O desastre acabou mesmo por acontecer: D. Sebastião não mais voltou desta guerra e os espanhóis voltaram a governar o país.  

As condições da sua morte não reúnem consenso, havendo vários relatos pouco fidedignos sobre o que aconteceu. Apesar de Filipe I de Portugal, o rei espanhol que sucedeu a D. Sebastião, ter tratado de transladar um corpo para o Mosteiro dos Jerónimos, que se dizia ser de D. Sebastião, a verdade é que não há provas concretas que este corpo fosse o do rei. O novo governante pretendia, assim, encerrar um assunto que se arrastou demasiado.

De qualquer das formas, ficou na memória popular que D. Sebastião teria simplesmente desaparecido e, a qualquer momento, poderia regressar. Criou-se, então, a lenda de que voltaria numa manhã de nevoeiro, esvoaçando a sua capa vermelha e montando o seu cavalo branco.

Assim, ainda hoje é comum ouvir os portugueses comentarem esta aparição em dias mais nublados.  

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