Existe em Portugal, um palácio das histórias de encantar?

Trata-se do Palácio da Pena, Património Mundial da UNESCO desde 1995 e eleito, em 2007, como uma das Sete Maravilhas de Portugal, pois claro!

No local onde se encontra hoje o palácio, no topo da serra de Sintra, foi construída, no reinado de D. João II de Portugal, no século XV, uma pequena capela, dedicada a Nossa Senhora da Pena. No século seguinte, D. Manuel I ordenou que fosse reconstruída de raiz, transformando-a num convento, que doou à Ordem de São Jerónimo. No século XVIII foi devastado por um raio que o atingiu e o Terramoto de 1755 acabou com o pouco que sobrou, tendo permanecido apenas o Altar-Mor, que se manteve intacto.

Foi D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota, marido da rainha D. Maria II e rei consorte de Portugal, que se apaixonou pelas ruínas do antigo convento e decidiu dar-lhe uma nova vida. Adquiriu a propriedade em 1838 e ordenou a sua restauração, sendo que, por volta de 1847, a obra estaria praticamente terminada.

O Palácio de Sintra reflete o estilo romântico do rei, apaixonado que era pela cultura e as artes. De destacar que D. Fernando foi o responsável pela restauração de diversos monumentos e obras portuguesas, que estavam, à época, completamente ao abandono. Decidido a tornar este palácio a sua residência de verão, D. Fernando participou ativamente do desenho das reconstruções e incutiu-lhe muito dos estilos neogótico, neomanuelino, neo-islâmico, neo-renacentista e, até, outros detalhes artísticos indianos. Esta mistura é perfeitamente propositada, já que a expressão romântica do século XIX se caracterizava pelo exotismo e D. Fernando sabia bem o que fazia neste âmbito.

A cada esquina deste palácio é possível encontrar uma surpresa muito característica de Portugal. Com atenção, vemos um pouco da história dos Lusos, um pouco por cada canto, e detalhes que remetem à sua descoberta e apropriação do mundo. Mas as peças mais famosas deste palácio são mesmo a réplica da janela do Convento de Cristo (Tomar) e o Tritão, que simboliza, segundo alguns autores, a alegoria da Criação do Mundo.

Muito, muito mais haveria a dizer sobre este belo palácio de contos de fadas, mas o melhor mesmo é visitá-lo calmamente e sem pressas. Reserve um dia inteiro e delicie-se.

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