Nos dias que correm, é fundamental pensar-se e agir-se sobre formas de inovar através das ferramentas que as novas tecnologias (que já não são assim tão novas) nos vêm trazendo ao longo dos últimos anos. Muito se fala na rapidez com que as mudanças tecnológicas se têm introduzido nas nossas vidas e nas consequências negativas que daí advêm. Elas existem, são reais e não podem ser ignoradas, mas há que pensar no lado positivo das novas tecnologias. Se elas forem usadas a nosso favor, praticamente todas as áreas de atuação têm muito a ganhar e o Turismo não é exceção. 

Hoje conseguimos saber muito e muito rapidamente sobre qualquer destino do mundo, o que mudou radicalmente o trabalho dos agentes de viagens, dos operadores turísticos ou dos guias intérpretes, por exemplo; o cliente tem mais autonomia e consegue organizar a sua viagem muito mais facilmente, o que implica adaptação quer na abordagem de marketing e vendas, quer no próprio atendimento, para fidelizar mais e melhor; as pessoas partilham opiniões de viagens e experiências de lazer em plataformas a que qualquer um no mundo tem acesso e acede de facto, o que implica uma maior aposta na qualidade e na excelência do serviço; muitas são as aplicações que permitem descobrir os melhores locais, as melhores opções, as melhores pessoas para dar a conhecer aquele restaurante ideal, aquele ex-libris que mais ninguém conhece, enfim, há um pouco de tudo para optimizar a autenticidade da experiência, o que abre o leque de opções para mais profissionais trabalharem nesta área.

Estas são só algumas das mudanças que as novas tecnologias vieram trazer nos últimos anos e às quais não podemos ficar indiferentes, elas ajudam profissionais e turistas a fazer diferente, mas é preciso discutir mais este tema, especialmente numa ótica de sustentabilidade. Embora o Turismo seja um motor de desenvolvimento económico mundial e Portugal seja um excelente exemplo de sucesso, sabemos (e não podemos nunca desconsiderar) que muitos são, também, os efeitos nefastos que vai deixando pelo caminho, tais como a aculturação, a especulação imobiliária, a degradação dos espaços e das paisagens, entre muitos outros.

Duas áreas de destaque, duas áreas que podem e devem ser potenciadas, duas áreas que coexistem e que podem ainda ajudar-se mais e melhor e de forma saudável. Será? Acredito que sim, se bem direcionadas, pensando sempre nos intervenientes como um todo, agindo com base na satisfação do cliente, no bem-estar dos destinos e seus habitantes e no respeito pelos recursos e, por isso, estas discussões são de máxima importância.   

  

Qual é a sua perspetiva?

O que mudou desde que começou a viajar até aos dias de hoje?

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