Hoje em dia, o ato de viajar faz parte da vida de mais ou menos todos nós, mas pode assumir formas muito diferentes de interpretação e concretizar objetivos muito díspares, consoante as motivações de cada um. Pretendia fazer uma reflexão sobre este assunto, mas não me limitei à minha opinião. Decidi, então, falar com quatro queridos amigos para perceber o que significa para eles viajar.

Assim, a Teresa Secco, mulher da palavra escrita e coach, disse-me: “Para mim cada viagem é uma nova oportunidade de descoberta e de novas aprendizagens. Mais do que fugir da rotina do dia-a-dia, o que mais me atrai a cada viagem é conhecer diferentes formas de viver e pensar o mundo, conhecer ou rever lugares, pessoas, cheiros, energias diferentes… Na bagagem levo sempre uma dose extra de curiosidade, presença e mente de principiante. Para mim, é uma das experiências humanas que mais nos transforma e enriquece.”

Para o João Ribeiro, que trabalha no Gabinete de Apoio à Vereação da Câmara Municipal de Sesimbra: “Viajar é sinónimo de abstração. Existem poucas coisas que pretendo e/ou procuro numa viagem. Independentemente de ser a 5Km ou 5000Km de casa, interessa-me principalmente abstrair-me de tudo aquilo que acontece no nosso (meu) dia-a-dia: acordar; arranjar-me; sair de casa; chegar ao trabalho; chamadas telefónicas infinitas; etc… Viajar e conseguir deixar tudo isto no local de partida é o meu objetivo prioritário.”

Falei, também, com a Rosa Cunha, especialista em SEO, marketing de conteúdo e muito mais, que me contou: “Viajar significa, sobretudo, mudança. Mudas de espaço, de tempo, de ares e olhares. Sais das rotinas que te confortam e, muitas vezes, limitam. Mudas a tua perspetiva. Mudas-te a ti mesma. Viajar pode ser uma grande aventura (como estar no meio de nenhures e ter uma grande vontade de ir ao WC! Já estão a imaginar, não é? :D). Um simples passeio à beira-mar pode proporcionar grande viagem pedonal e, acima de tudo, interior. Viajar é chegar a casa e reconhecer todos os cheiros, as texturas e cantos e dizer com um sorriso no coração: ‘Finalmente… em casa!’”

O Rui Castro e Quadros, um apaixonado pela aviação, partilhou comigo que: “Com os anos que vão passando e não pelas tendências, cada vez mais viajar é sair da zona de conforto. Passar para uma realidade completamente diferente em que se experimenta algo de inesquecível. A comida, os cheiros, as pessoas, as culturas. Por estas razões viajar não são só os meios de chegada ao destino, mas a forma de viver, experimentar, e recordar tudo o que se viveu. Viajar não implica um ato de férias, pode muito bem ser algo que façamos no nosso período de trabalho.”

Bom, e, finalmente, para mim, viajar significa autoconhecimento. Como a maioria referiu, faz-nos sair da zona de conforto, logo é uma oportunidade de perceber o que nos desafia e aprender sobre nós mesmos. A cada decisão, a cada ação, a cada escolha temos que ponderar, refletir e perceber os contextos, as vontades, as motivações e tudo isso revela muito acerca de nós mesmos. Quando viajamos, normalmente, também há mais espaço para reflexão e as respostas às nossas perguntas surgem mais facilmente. O descanso ou o simples facto de mudarmos de contexto traz-nos criatividade e força para recomeçar, por isso pode ser revitalizante e gratificante, embora nem todas as experiências sejam positivas, mas, até com essas, podemos aprender muito.  

O mundo das viagens está numa fase de mudança, mas lembre-se que nada é impossível. Adapte-se, ajuste-se, cuide-se e continue a sonhar, continue a viajar!

E para si, o que é viajar?

Conte-me tudo, vou gostar de saber!

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